MANTEGA: GOVERNO ESTUDA MANUTENÇÃO DO IPI PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL O governo está estudando a manutenção da redução do IPI para produtos básicos da construção, segundo informou hoje (9/4/2010), o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante visita à Feicon, no Anhembi- São Paulo. Ele explicou que a redução do IPI já deu resultados excelentes e foi fundamental para aquecer mais o setor, disse ainda, que "temos registrado um verdadeiro boom! da construção após anos de estagnação, e isso irá de qualquer forma continuar acontecendo nos próximos anos". Para ele, a construção civil é o carro-chefe da retomada da economia nacional. 
O pedido de prorrogação de isenção do IPI foi pedido ao ministro por um grupo de representantes de entidades sindicais da cadeia produtiva da construção, durante almoço na Feicon. O presidente-executivo do Sinaprocim/Sinprocim, Roberto Petrini, acompanhou a visita de Mantega, representando o presidente das entidades e vice-presidente da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima.
Mão de obra
Sobre o problema da mão de obra, o ministro assumiu que a demanda cresceu rápido e por isso estão faltando trabalhadores qualificados: "o melhor problema que poderíamos ter é falta de mão de obra, mas estamos abrindo novas vagas e formando trabalhadores em escolas técnicas para atender ao aquecimento da demanda", disse.
Inflação
"Não é preciso preocupação, pois ao analisarmos, concluímos que a trajetória é descendente e que a inflação ficará sob controle, dentro da meta. Os alimentos é que mais subiram por conta das chuvas que destruíram muitas lavouras, mas isso é sazonal. Alguns serviços também registraram ligeiro aumento de preço já que a renda da população tem crescido. Mas quanto à inflação em geral não há nada com que se preocupar", disse Mantega.
O ministro da Fazenda também informou que este ano os investimentos devem aumentar entre 17 e 18%. Ele recomendou aos empresários, que invistam para dar conta do crescimento que será registrado ainda este ano.
Disse ainda que o governo não pode só aumentar juros para controlar os preços: "Há várias alternativas, como chamar entidades e empresários para uma conversa ou baixar alíquota de importação para segurar os preços do mercado interno. O aumento da taxa de juros é só uma alternativa entre as várias possíveis".
Recursos para a construção
Na terça-feira (6/4/2010), à noite, durante o primeiro dia da Feira Internacional da Construção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já havia garantido recursos para a construção civil durante os próximos nove meses de seu governo:
“Vocês todos que participam da construção civil, estejam certos de que eu tenho mais nove meses de governo, e enquanto eu for presidente da República, não faltará espaço para a gente discutir e construir porque é isso que vai fazer com que o Brasil cresça. Vocês não sabem o orgulho que eu tenho de estar fazendo casas para pessoas que ganham de zero a três salários mínimos, de três a seis. Mas, sobretudo, de zero a três. Porque quando veio a crise econômica deste país – que muitos setores vacilaram, guardaram dinheiro e não investiram, mesmo os setores da classe média alta, que pararam de comprar – quem sustentou o crescimento deste país foram as classes D e E, que foram às compras”, disse Lula.
Lula disse que foi por isso que fez questão de visitar a Feicon: “Eu vim aqui porque este setor é vital para o desenvolvimento deste país. Mas é vital, na medida em que o governo aja com responsabilidade como estamos agindo, na medida em que este governo mostre que é capaz de anunciar um programa e contratar esse programa”, afirmou.
Nereu Leme/Marcos Camargo Agência Casa da Notícia |